17 junho, 2008

Quem tem medo da internet?

A internet pode até não acabar com a televisão, mas com certeza arrumou um jeito de incorporá-la. Depois do fenômeno YouTube, que revolucionou a forma como as pessoas produzem e assistem a vídeos, chegou a vez da televisão na internet, produzida especialmente para a Web e que, como não poderia deixar de ser, permite maior interatividade com o usuário, que pode ter acesso a seus programas na hora em que tiver vontade.

Só nesse ano, surgiram dois empreendimentos de grande porte em relação a TVs no meio digital. Muito comentado foi o lançamento, no início de abril, da Pitchfork.TV, site dedicado à musica independente, um espécie de MTV alternativa da Web. A cada semana, a TV oferece materiais diversos ligados à música, desde gravações secretas de shows em porões abandonados ou na casa dos próprios artistas a longa-metragens, como o que mostrou a reunião dos Pixies, em 2004.
A primeira gravação contou com a participação do Radiohead, que este ano já causou barulho com a disponibilização do seu mais novo CD, In Rainbows, na internet. De graça!, quer dizer, a pessoa podia escolher o quanto queria pagar pelas músicas. Para assistir ao conteúdo da Pitchfork.TV não é preciso baixar nenhum programa, basta clicar no vídeo.

Também no mês de abril foi lançada a Blinkx BBTV, TV-online que disponibiliza conteúdo com informação contextualizada. Interação é a palavra. Enquanto o usuário assiste a um vídeo, pode navegar pelas outras cenas e ir direto para a sua preferida, além de poder conferir a transcrição dos diálogos e consultar sites como o IMDB.com. O criador e diretor-executivo da Blinkx revela que a empresa quer desenvolver conteúdo em idiomas específicos e até uma Blinkx com conteúdo em português pode entrar nos planos da empresa.

E o Brasil também não fica atrás no quesito tv-online. A WTN (Web Television Network) é uma das mais completas televisões da internet: muito parecida com uma emissora de televisão tradicional, a WTN tem programas destinados à música, culinária, esportes, comportamento, culinária, saúde, cinema, entre muitos outros. A cada semana ela traz uma série de programas inéditos para o espectador/internauta. No entanto, seu pecado pode ser parecer demais com uma televisão tradicional, deixando de incorporar alguns elementos fundamentais da internet como a hipertextualidade e a interatividade.

Até agora, o site que mais se aproxima da TV que conhecemos é o Joost, que é capaz de transmitir programas, clipes e filmes em tela cheia sem parar. Os americanos CBS, MTV e Paramount já estão lá, mas o site tem um total de 280 tipos diferentes de canais – tudo inteiramente grátis. E ainda, o site permite que cada usuário crie seu próprio canal, personalizando a TV pela web.

Um aviso aos navegantes: se você tem uma conexão lenta com a internet, acessar às TVs-online pode demorar bastante, mas vale a pena dar uma conferida nessa nova possibilidade da Web e que promete ainda dar muito no que falar.


Veja mais: Lista com os canais de Web TV dos Estados Unidos e do Mundo

15 junho, 2008

Quando a Internet é o palanque


Em velocidade de banda larga, a internet está influenciando cada vez mais o quadro eleitoral dos Estados Unidos. Será que a web será capaz de decidir o próximo presidente americano?

Após uma disputa acirrada com a ex-primeira-dama Hillary Clinton, o partido Democrata elegeu o senador Barack Obama para concorrer à presidência com o republicano John McCain. Para a campanha durante as primárias, os candidatos participaram de comícios, debates, palestras e entrevistas, com o objetivo de conquistar estado por estado, eleitor por eleitor, e é claro, internauta por internauta. É na web que está ocorrendo a maior corrida à Casa Branca para a sucessão de George W. Bush, e a política americana está mudando ao ver que os eleitores estão mais participativos na internet.


Ao contrário do Brasil, que valoriza a propaganda eleitoral no rádio e na televisão, os Estados Unidos estão investindo na internet como palanque. Afinal, é nela que os candidatos divulgam seus objetivos, seus históricos, conquistas, vídeos e discursos. Tudo na íntegra, sem cortes, para que jovens e velhos eleitores possam decidir quem será o novo presidente em 2009.



Obama ou McCain? Quem se destaca na Web?

Durante as primárias, a internet foi o palco principal para os debates do partido democrata. E a vitória de Obama contra Hillary Clinton foi possível graças aos recursos que explorou na internet. Em seu site, Obama recebeu milhares de mensagens de incentivo e ajuda financeira para sua campanha pelos Estados Unidos. O artigo The Amazing Money Machine, de Joshua Green, editor da revista The Atlantic, mostra como Obama usou e abusou das redes sociais para divulgar a campanha e arrecadar dinheiro. Green conta que o candidato democrata conseguiu 1, 276 milhões de doadores, que só em fevereiro, contribuíram com US$ 55 milhões, sendo que US$ 45 milhões foram doados via internet. Além do seu próprio site, Obama conseguiu votos através do Youtube, do Facebook e do MySpace - os sites de relacionamento mais famosos nos EUA – contando ainda com centenas de blogs, que se multiplicam à medida que ele consegue mais partidários. Seu slogan Change – we can belive in (Mudar – nós podemos acreditar), faz sucesso exatamente por incluir o we (nós). Cada um dos eleitores se sente parte da campanha, e quer fazer o que for possível para ajudar Barack Obama a conquistar o mandato. Comparado à Hillary Clinton e a John McCain, Obama ainda é jovem, e sabe que a web pode ajudar – e muito – na candidatura.

Apesar de todo o entusiasmo e investimento dos democratas na internet, o republicano McCain não fica para trás quando o assunto é política no mundo digital. No quesito site, o de McCain é distinto, interativo e interessante. Com opções em inglês e espanhol, o internauta-eleitor escolhe a edição que prefere acessar: partidário, indeciso ou voto não registrado. McCain exibe vídeos, apresentações multimídia, e convida o eleitor para participar de sua comunidade on-line, comprar camisetas e canecas na web. No blog, o republicano ganha do democrata. Pelo menos é o que diz o jornalista da Newsweek, Andrew Romano, no artigo Obama´s official blog is boring, McCain´s is enjoyable (O blog oficial de Obama é chato, o de McCain é divertido). Para conquistar o eleitorado mais jovem, McCain conta também com a ajuda da filha Meghan McCain, autora do blog McCainBlogette. No blog, Meghan divulga Música e cultura popular na trilha política de John McCain.

Mas nem todos levam política e internet a sério. O site Gawker, por exemplo, já está selecionando as melhores piadas da web que farão Obama ganhar as eleições. E o que não falta são vídeos no Youtube, desde os amadores feitos pelos próprios eleitores, até profissionais, como do comediante ventríloquo Jeff Dunhan, que parodiza McCain no personagem Walter.

Até o dia 4 de novembro, muitos vídeos, sites e blogs irão surgir para apoiar – ou criticar - os candidatos. Mas o que os candidatos, eleitores, cientistas políticos e especialistas já descobriram é que a internet ainda vai deixar a disputa ainda mais acirrada.

Leia mais: aprenda como funcionam as eleições nos Estados Unidos

03 junho, 2008

A Terceira Geração no Celular



Depois dos celulares analógicos (1G) e digitais (2G), o mundo da telefonia móvel alcançou sua terceira geração, a chamada rede 3G, que marca a chegada da banda larga no celular.

No mundo, a banda larga móvel já abrange mais de 420 operadoras, e é um sucesso entre as empresas Vodafone, Orange e T-Mobile. Com os novos planos e as novas tecnologias nos aparelhos, é possível fazer downloads de músicas, vídeos, participar de vídeos conferências, jogar em terceira dimensão e, graças à TV digital, assistir aos programas da televisão.

Enquanto isso, no Brasil, as operadoras ainda estão reservando as freqüências entre as faixas de 1,9 GHz e 2,1 GHz para amplificar a cobertura da rede 3G. Esse sistema foi adotado pela Claro ano passado, que está investindo em novos aparelhos e ampliando a cobertura em todo o Brasil. Apesar de a Anatel ter reservado as faixas de freqüência especialmente para a 3G, as empresas podem ter o serviço de banda larga nas freqüências que já possuem. A Vivo, por exemplo, usa em seus aparelhos Vivo Play a tecnologia EV-DO - uma “evolução” da rede CDMA.

Além do celular, a tecnologia pode ser usada no computador, graças ao modem USB e à placa PCMCIA.

Mas nem tudo são flores na tecnologia 3G. Pelo menos no Brasil. Além da Claro e da Vivo, outras empresas de telefonia como a TIM, a Brasil Telecom e a CTBC anunciam o duo mobilidade e internet banda larga. No entanto, a realidade é bem diferente. Cada vez mais surgem usuários insatisfeitos com os produtos que possuem a tecnologia, principalmente em relação à banda larga em computadores.

Indignados, os consumidores se sentem enganados, pois alegam terem comprado um produto para que pudessem navegar na internet com alta velocidade e acabaram com uma conexão às vezes mais lenta que a própria internet discada. Usuários da banda larga 3G da Claro já criaram sites e até comunidades no orkut para protestar contra a empresa. Então, antes de adquirir seu produto 3G, é melhor ter cuidado com o que pode vir pela frente!

Para saber mais sobre a Terceira Geração: http://www.tecnologia3g.com.br

História do celular em fotos: http://idgnow.uol.com.br/galerias/idgphotoalbum.2006-02-03.9367726313/